sexta-feira, 6 de julho de 2012

Segunda Parte - Querendo um pouco mais

        No dia seguinte acordei de bom humor e muito feliz. Fui-me banhar, tomei café e depois fui para escola. Já estava com saudades de Vini.
        Cheguei e logo fui procurar ele, porém ele não tinha chegado ainda, Tocou para entrar na sala, quando a professora ia começar a escrever ele chega, pedindo desculpas pelo atraso porque tinha perdido a hora.
              Ele senta do meu lado e fica só sorrindo pra mim. Mandando beijinho e me beliscando, disfarçadamente pra ninguém ver. Depois ele me manda um SMS dizendo que ficou a noite anterior toda pensando em mim, e eu só fazia rir. Foi só assim os primeiros horários, ele ficava mexendo comigo e eu não conseguia prestar atenção na aula. Tocou pro intervalo, todos saíram da sala menos nós dois. Ele se levantou e foi fechar a porta, eu só fiquei pensando o que ele ia fazer naquele momento. De repente Vini vem correndo para cima de mim e me dá um beijo bem gostoso e molhado. Sentado no meu colo ele fica se mexendo de um jeito que pela primeira vez me fez excitar. Aquele momento estava muito bom quando entra um amigo nosso na sala. Bryan paralisou. Enquanto eu e Vinicius tentávamos explicar e implorar para ele não falar nada pra ninguém ele dizia que não acreditava no que tinha visto. Ficou perguntando se éramos gays ou coisa parecida. Nós dissemos que não sabíamos o que éramos, só que estávamos apaixonados. Ele queria entender nossos sentimentos, e explicamos tudo que tinha acontecido nos últimos seis dias. Ele disse que nunca tinha ouvido uma história como essa e que queria ver novamente aquela cena. No mesmo momento tocou para a turma voltar do intervalo, e eu disse que íamos pensar nisso porque estávamos com vergonha. Fiquei conversando com Vini por torpedos até a hora de ir embora e combinamos de fazer uma festa do pijama e chamá-lo. No outro dia o convidamos para ir dormir lá em casa e ele topou. Combinamos a hora e o que era para cada um levar.
             Vinicius havia ido lá pra casa mais cedo do que o combinado, ele disse que queria aproveitar mais. Ás 21hrs Bryan chega. Abro a porta, convido-o para entrar e mando-o subir para o quarto enquanto eu ia à cozinha pegar uma cobertura de sorvete. Entro no quarto e percebo o rosto de ansioso do Bryan, na verdade ele estava ansioso até demais. Fazemos um pequeno círculo e ficamos olhando um para o outro.
             Quando Bryan quebra o silêncio perguntando se nós fazeríamos aquilo novamente para ele ver, Vini diz que só iríamos nos beijar se ele brincasse com a gente.
- Que tipo de brincadeira?
- Uma bem divertida! Você vai gostar.
Sem nem pensar ele aceitou. Era como se ele precisasse mais do que tudo ver aquilo novamente.
             Então fizemos. Nos beijamos na frente dele. Um beijo simples, apenas para cumprir o acordo. Quando terminamos ele estava olhando para gente com uma cara de safado que tivemos até medo.
- Vamos começar a brincadeira? Disse Vini.
- Tenho uma idéia melhor. Deixa-me dizer coisas para vocês fazerem?! Bryan exclama.
Eu disse que não, ele teria que brincar também. Nisso ele vai se aproximando de mim, chega bem pertinho do meu rosto, olha bem nos meus olhos e diz:
- Tire a camisa e faça o que eu mandar!
Obedeci que nem um cachorrinho. Ele fez a mesma coisa com Vinicius, que também obedece com a boca fechada.
             Quando eu e Vinicius estamos só de bermuda, ele me manda ir pra perto do meu amado. Pensando que ele ia mandar fazermos algo fofo ou romântico, estava enganado.
- Pegue a cobertura Vinicius! Agora deite Max e passe por toda a barriga dele.
Depois de ter passado veio a pior parte...
- Agora lamba!
Quando Vini tinha me limpado quase todo ele manda parar. Ele vem para cima de mim, termina de tirar a cobertura do meu corpo e começa a subir a língua até o meu peito. Ele começa a chupar, depois de um bom tempo ele para e manda Vinicius chupar o outro. Depois ele sobe mais um pouco e morde o meu pescoço. Eu gritei! Só não sei se foi de dor ou de prazer. Quando de repente sinto uma mão descendo pela minha barriga. Bryan tira minha bermuda e começa a passar a mão no meu pênis por cima da cueca. Eu parei! E comecei a pensar que aquilo não fazia sentido. Era para ter acontecido apenas um beijo entre eu e meu namorado, como é que já estava naquela situação? Antes que eu pudesse reclamar, ele parou de me alisar. Disse que alguém estava o chamando e que precisava ir embora. Ele saiu correndo, tão rápido que não deu tempo nem de me levantar para abrir a porta para ele. Depois que ele se foi eu e Vini tivemos a sensação que tínhamos acabado de acordar, porém lembrávamos do que estávamos fazendo, mas fizemos contra vontade. Era como se Bryan tivesse meio que nos hipnotizado.
             Quando estava me levantando Vinicius gritou:
- Max! Seu pescoço está sangrando.
Corremos para o banheiro para me olhar no espelho. Lavei e vi que ficaram duas marcas, como se fossem presas. Mas tirando isso estava me sentindo normal, então fui tomar banho, e Vini perguntou se podia ir comigo.
             Primeira vez que tomei banho com alguém, foi muito bom, pelo menos agora eu tinha alguém para esfregar minhas costas. Ligamos o chuveiro, como se fosse tomar um banho normal. Eu não sabia que aquele banho ia ser uma experiência maravilhosa na minha vida. Nos molhamos, ensaboei ele, ele fez o mesmo comigo, esfregou as minhas costas, pegou no meu pescoço e começou a me fazer uma massagem. Quando de repente ele me vira, e me empurrando lentamente contra a parede ele me beija. Aquele beijo caliente, com direito a mordida no lábio e aquela pegada que faz você gemer. E assim ficamos durante muito tempo, até ter um momento que não estava agüentando o fogo que estava sentindo e o empurrei para debaixo do chuveiro. Foi uma sensação ótima beijá-lo com aquela água caindo sobre nossas cabeças.
             Depois de algum tempo saímos do Box e fomos nos deitar. Ele me deu um beijo na testa e foi dormir, abracei-o e ficamos de conchinha. Fiquei pensando no que tinha acontecido naquela noite e fiquei com um gostinho de quero mais na boca. Queria muito saber como Bryan conseguiu nos convencer a fazer tudo aquilo tão rápido, e porque ele foi embora. Eu não ouvi ninguém chamá-lo.
             O importante é que eu estava deitado ao lado da pessoa que me ama. Olhei para ele, dei-lhe um beijo na bochecha e fui dormir.

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