quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Oitava Parte - O que aconteceu comigo?


            Abro os olhos e percebo que estou em um local que nunca estive na vida. Um quarto grande e escuro. Tento me levantar da cama em que estava mas tava difícil. Estava me sentindo fraco.
            Olho para o lado e vejo Vinícius deitado em outra cama. Estava num sono profundo. Parecia mais que estava morto, nem a barriga dele se mexia. Aos poucos fui me levantando e indo em direção a ele, com dificuldade mas consegui.
- Vinícius, acorda!
Falei isso milhares de vezes. Cutuquei, empurrei, até bati nele, mas nada dele acordar.
            Chorei por algum tempo. Pensei que meu amado não estava mais vivo.
- Finalmente você acordou Max. - Disse Bryan que acabara de entrar naquele quarto.
- O que aconteceu? Onde eu estou? Meu Pai morreu? Eu morri?
Ele cai na risada.
- Seu pai está vivo, tecnicamente você também está, e vocês estão na minha casa.
- Como assim tecnicamente?
Nesse momento Vini abre os olhos e começa a respirar super rápido, como se ele estivesse se afogando.
- Você está em transição Max! Na verdade, os dois estão.
- Como assim? O que você fez conosco Bryan?
- Eu só fiz o que Vinícius me pediu.
- E o que ele pediu?
- Calma amor, eu vou explicar tudo. - Disse Vinícius.
- Então diga logo!
- Quando seu pai atirou em você, você estava perdendo muito sangue...
- É, eu lembro disso.
- ... Depois Bryan apareceu, desarmou ele e o deixou inconsciente.
- Isso é a última coisa que eu me lembro.
- Eu não podia deixar você morrer.
- Eu não morri Vini, eu to bem aqui.
- Que tanto blá blá blá é esse?! Eu mesmo vou dizer o que aconteceu. - Disse Bryan extressado. Você desmaiou nos braços de Vinícius. Ele não parava de chorar. Eu me aproximei de vocês e ele disse: “Bryan, faça alguma coisa, não deixe meu amor morrer”. Então eu disse que podia te salvar apenas de um jeito.
- Como?
- Te deixando imortal.
- Você me transformou em vampiro, é isso?
- Sim! Transformei. Vinícius insistiu.
- Mas porque transformou ele também?
- Ele tava fazendo drama, dizendo que tinha que transformar ele também porque ele queria viver com você pra sempre e blá blá blá.
- Você abriu mão da sua humanidade por minha causa Vini?
- Eu faço tudo por você meu amor.
Depois de dizer isso ele me dá um abraço bem apertado.
- Só tem um pequeno detalhe nisso tudo.
- O quê?
- Para completar a transição vocês tem que se alimentar de sangue humano.
- Isso é nojento! Se eu recusar? - Disse Vini
- Você não tem opção. Ou faz isso ou morre. Você não pensou nisso quando pediu para virar vampiro né Vinícius?
- Não pensei mesmo. Eu não quero matar ninguém.
- Nem eu.
- Pensem bem gente. Não tem ninguém que vocês querem acertar as contas? Não precisam matar, apenas se alimentar e apagar a memória depois.
Nesse momento eu olho pra Vinícius e faço aquele olhar de “já sabe o que temos que fazer”.
            Esperamos anoitecer, e saímos da casa do Bryan em direção à minha. Pai estava na sala, bebendo e chorando. Acho que estava arrependido do que tinha feito mais cedo.
- Toc toc. - Batemos na porta.
Pai abre, e ao me ver ele me abraça pedindo desculpas. Dizendo que quando acordou só viu as manchas de sangue no tapete e eu não estava lá e que ficou desesperado. Quando ele disse isso até pensei em perdoar, mas ao encostar a boca perto do pescoço dele a sede de sangue falou mais alto.
- Tarde demais Pai!
Empurro ele pra dentro de casa, derrubo ele no chão, e mordo o pescoço dele. Ele tentava gritar, mas Vinícius estava tampando a boca dele. Foi incrível que eu estava amando fazer aquilo enquanto Vini estava meio que lutando pra não provar o sangue.
- O que você tá esperando amor? Você não está nem com um pouco de raiva pelo que ele fez mais cedo? - Disse eu com a boca toda melada e com os olhos vermelhos.
Eu percebia que ele estava se esforçando ao máximo. Nem olhar pra mim ele estava olhando. Mas teve um momento que ele não aguentou e voou do outro lado do pescoço.
            Não estávamos conseguindo parar. Nunca pensei que sangue tivesse um gosto tão saboroso.
            Nisso Bryan aparece um joga um para cada lado.
- Assim vocês vão matá-lo.
- Eu não ligo, eu só quero mais. - Falei como se tivesse com uma fome insaciável.
- Isso já basta! Vamos para casa descansar.
- Mas eu já estou em casa.
- Não mais. Você não pode voltar pra essa casa.
Nesse momento eu pensei em perguntar o porquê, mas estava tão aliviado que ia me livrar do meu pai que resolvi deixar pra lá.
- E onde eu vou morar?
- Comigo. E você também Vinícius.
- Eu não posso Bryan, minha mãe precisa de mim.
- Não precisa não. Eu já hipnotizei ela para ela parar de sofrer e ser feliz. Fiz ela esquecer que conheceu seu pai e teve um filho.
- Não acredito que você fez isso. Mas tudo bem, se você fez ela parar de sofrer eu agradeço.
- Espere! Cadê meu Pai?
Olhamos para todos os lados e não o encontramos. O estranho é que ele já estava quase inconsciente, então ele não poderia ter saido dali andando, muito mais correndo. Fiquei apavorado.
- Pra onde será que ele foi? Será que ele tá bem? Ele tava sangrando muito. E se ele morrer? Ou até mesmo se ele contar pra alguém?
- Calma menino. Se ele contar pra alguém ninguém vai acreditar. Vamos logo pra casa, amanhã resolvemos isso.
            Chegamos, Bryan mostrou onde iriamos dormir, e fomos nos deitar. Era o mesmo quarto em que estávamos mais cedo. Logo após ele saiu do quarto. Eu e Vinícius ficamos olhando um para o outro um bom tempo.
- Tá confortável amor? - Disse Vini
- Estaria mais se você tivesse aqui comigo.
- Tive uma idéia!
Ele se levantou e juntou as nossas camas.
- Melhorou?
- Bastante. Agora poderemos dormir juntinhos sem ninguém incomodar.
            Então namoramos um pouco pra tentar esquecer o dia super legal que tivemos (ironia). Só que sem sexo dessa vez. Rolou apenas beijos e amassos. E algum tempo depois fomos dormir.
            Pela madrugada eu acordo com muita sede, me levanto para ir beber água e vejo alguém na sala assistindo o jornal, e escuto a jornalista falando:
“Isso é loucura, esse homem que achamos aqui na rua jura que foi mordido por um vampiro.” Daí olho pra TV  e vejo que é meu pai, e ele começa a gritar: “Meu filho é um vampiro, aquele viado e o namorado dele.” Depois a jornalista diz que ele será encaminhado para um hospital e depois para uma clínica psiquiátrica.

Sétima Parte - Morto por Amor


            Quarta pela manhã, acordamos com a porta da sala de fechando. Era meu pai.
- Max, cheguei!
Do um pulo de susto e acabo acordando Vinícius sem querer.
- Que foi amor?
- Vá pra debaixo da cama!
Logo após corro para o banheiro e me molho super rápido pra fingir que estava tomando banho.
- Toc Toc. - Bate meu pai na porta.
- To tomando banho. Saio já!
Algum tempo depois eu saio do banheiro e vou em direção a ele.
- Você não disse que só voltaria à noite?
- Sim meu filho, mas houve um emprevisto e volteii mais cedo.
- Tá bom então. Posso faltar aula hoje? Não estou muito bem.
- O que você tem?
- Estou cansado e um pouco com dor de cabeça, passei a noite toda estudando.
- Tá certo! Se você não está bem é melhor ficar em casa mesmo.
Então eu fui para o meu quarto e fecho a porta na chave. Peço pra Vini sair de debaixo da cama silenciosamente e digo:
- Nós não vamos pra escola hoje. Não tem como você sair daqui sem meu pai te ver.
Nos deitamos na cama e adormecemos novamente.
            Lá pelas 11h ele bate na minha porta.
- Vou sair pra comprar o almoço.
Daí eu vou e penso, “agora é o momento”.
- Acorda Vini! Você tem que ir agora.
Então espero ele sair de casa. Vou na janela e vejo-o dobrando a esquina, enquanto Vinícius trocava de roupa.
- Vamos sair do quarto agora. Meu pai não vai demorar pra voltar.
Descemos as escadas correndo, demos um selinho e abri a porta pra ele sair, quando ele esbarrou no meu pai.
- Mas o que é isso? - Disse ele com uma cara pasma.
- Pai, eu posso explicar.
- Acho bom!
- É melhor eu ir embora. - Disse Vini.
- Não! Vocês dois vão me explicar. Eu volto pra pegar o dinheiro que eu esqueci e dou de cara com um menino que nunca vi na vida tentando sair correndo da minha casa. Entrem e me digam o que está acontecendo.
Sentamos no sofá da sala e começaram as perguntas.
- Maxxuel, você é gay?
E eu disse a mesma coisa que tinha dito ao Bryan a alguns dias atrás. “Não sei se sou gay, só sei que estou apaixonado por Vinícius”.
            Nisso ele vai na cozinha e tira uma arma da gaveta do armário, e volta pra sala apontando ela pra Vini.
- Você transformou meu filho em um viado. Merece morrer.
- NÃO! ELE É O AMOR DA MINHA VIDA PAI. SE FOR ATIRAR NELE ATIRE EM MIM PRIMEIRO.
- Que assim seja.
Ele mirou bem no meu peito e atirou sem dó nem piedade, fazendo eu cair por cima de Vinícius, Ele começa a chorar, e muito.
- Como você teve coragem de atirar no seu próprio filho?
- Você provocou isso, ele não era mais meu filho. Agora é a sua vez.
Nesse momento Bryan aparece na frente do meu pai e diz:
- Você não deveria ter feito isso.
E em um piscar de olhos ele desarma-o e dá um soco na cara dele que fez meu pai desmaiar. Eu estava vendo isso tudo com a vista embaçada já, como se já estivesse partindo para outro lugar.
            A última coisa que eu me lembro foi o Bryan se aproximando de mim e Vinícius gritando: “Não morra por favor”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sexta Parte - Minha Primeira Vez


            Chegamos na minha casa e fomos tomar banho. Estávamos muito suados porque a caminhada foi longa. Segunda vez que tomávamos banho juntos, só que dessa vez não houve nada demais.
            Saímos do banheiro e vestimos roupas de dormir. Emprestei um pijama e uma cueca box branca nova para ele já que ele estava sem roupa. E vesti uma cueca box vermelha com outro pijama que eu tinha, e fomos nos deitar.
            Estava uma noite muito fria, nós dois estávamos nos tremendo debaixo do edredom. Depois de meia hora deitados sem conseguir dormir começamos a conversar besteira.
- É melhor a gente namorar um pouco do que conversar. - Eu disse.
- Concordo!
Então eu puxo a cabeça de Vinícius e beijo-o. Começou tudo super calmo, aquela coisa bem romântica, até ele vim pra cima de mim. E o beijo começou a ficar mais rápido, as coisas foram esquentando, a gente rolando de um lado para o outro na minha cama de casal... Naquele momento nenhum de nós estava mais com frio. A gente chegou até a cair da cama, mas voltamos para cima dela e continuamos o que estávamos fazendo.
            Nós dois estávamos muito excitados. Vini vai levando a boca dela até o meu ouvido e sussurra:
- Eu quero sentir o calor do seu corpo.
Nesse momento ele estava sentado em cima de mim. Ele tirou a camisa dele, e depois foi tirando a minha devagar, desabotoando botão por botão, e ainda me beijando. Logo após deitei ele de lado e tirei a calça dele, e ele fez o mesmo comigo. Ficamos só de cueca. Nos beijando, roçando o corpo um no outro, e gemendo. E ficamos assim por muito tempo, até Vini pegar no pênis por dentro da cueca e me falar:
- Quer que eu pare?
- Não! Isso está muito bom para pararmos agora.
E então puxei a cabeça dele e o beijei com tanta vontade que ele quase ficou sem ar. Rolamos na cama mais um pouco e depois eu sentei em cima dele e perguntei o que a gente ia fazer agora. E ele disse:
- Agora eu vou cuidar de você.
Nisso ele me virou e beijou o meu pescoço, e alisando meu pênis, E foi descendo com a boca pelo meu corpo até chegar no ponto final. Quando ele encostou a boca naquele local tão desejado eu me arrepiei todo. E quando ele começou a chupar... Era uma sensação inexplicável, sentia calafrios de instante em instante.
            De repente eu senti uma sensação estranha.
- Acho que vou ejacular.
E ele tirou a boca do meu pênis antes que isso acontecesse. Por sorte isso não aconteceu, não queria que aquele tesão acabasse.
- Venha aqui! Eu que vou te dar uma lição agora.
Me levantei, deitei-o e fui para cima dele. Beijei aquela boca maravilhosa e fui descendo com a minha língua por todo aquele corpo, até chegar lá em baixo. Não sabia se ia gostar ou não do que ia fazer, só sei que estava sendo guiado pelo meu corpo.
            Comecei a beijar o pênis dele por cima da cueca, e fui tirando ela aos poucos. Quando vi aquela rola super dura, pulsando de tesão, esperando para alguém chupá-la nem pensei duas vezes, caí logo de boca, era como se fosse um pirulito que nunca derretesse. Quanto mais eu chupava mais tinha vontade de chupar. Poderia passar horas fazendo aquilo, ainda mais vendo a cara de prazer no rosto de Vini. Ele se contorcia todo, gemia bem baixinho, um gemido baixo mas profundo, que dava prazer até pra quem escutava. Era pra eu ter nojo daquilo, porém não estava com nojo, e sim com um desejo insaciável de fazer meu parceiro gozar. Cada vez que minha boca cobria todo o corpo do pênis ele se tremia todo, chegava até a virar os olhos de tanto tesão.
            Teve um momento que ele mandou eu parar, estava quase sem fôlego. Naquela hora me senti um experiente no sexo oral, porém nunca tinha feito isso ou pelo menos imaginado que fazeria algum dia.
            Logo após voltamos a nos beijar sentados na cama, e ficamos algum tempo assim. Quando as coisas começaram a esquentar novamente ele me deitou e sentou em cima de mim. Como estávamos totalmente pelados meu pênis ficou beirando a entrada do ânus dele. Então ele perguntou:
- Você quer prosseguir?
- Já que viemos até aqui vamos até o fim.
- Apenas fique quieto e relaxe. Eu vou controlar tudo.
Então ele chupou meu pau mais um pouco e deixou ele bem molhado para lubrificar a penetração, e depois veio e sentou em cima dele. Ele foi colocando bem devagarzinho, e cada centímetro que entrava eu via a expressão de dor no rosto dele.
- Tá doendo? - Perguntei.
- Um pouco, mas vai passar.
Foi difícil ele penetrar. Ele só aguentou até a metade, e com um movimento lento ele começou a subir e a descer. Quando ele começou a fazer isso foi a minha vez de virar os olhos. Aquilo era bem mais prazeroso do que eu tinha imaginado.
            Depois de um tmepo ele parou e pediu para que eu ter o controle da situação. Sendo assim, peguei na bunda dele e comecei a enfiar vagarozamente. Botava um pouquinho, e tirava... Ficamos nessa posição por alguns minutos e o movimento era constante. Ele me beijou, e gemendo no meu ouvido ele fala bem baixinho:
- Mais rápido!
            Então eu começo a aumentar a velocidade da penetração. Nós dois já estávamos loucos. Depois de um tempo ele se levantou e ficou de quatro.
- Agora me dê uma lição de verdade.
E eu comecei a enfiar, socando aos poucos eu conseguir penetrar toda a minha rola que chegava a sentir minhas bolas batendo nas dele. Tinha momento que eu tirava meu pênis e via aquele buraco piscando, meio que chamando para a cobrar entrar de novo. Depois de quase meia hora naquela posição eu senti que ia ejacular. Só que continuei o ritmo.
- Vai! Me fode gostoso! Estou quase gozando.
Então eu parei, virei ele, e ficamos na famosa posição de mamãe e papai. E eu disse:
- Nós vamos gozar juntos.
E comecei a comê-lo mais uma vez, porém agora eu via a cara de prazer que minha rola estava causando a ele, e isso me dava um tesão enorme.
- Eu vou gozar! - Disse ele.
- Goza que estou quase.
E se masturbando de um jeito super rápido Vini ejacula em cima dele, e logo após, eu também.
            Depois que isso tudo acabou fomos para o banheiro tomar banho mais uma vez para nos limpar. E por incrível que pareça ficamos excitados novamente lá. Começamos a brincar de briga de espada. Até ter uma hora que ele me virou, me encoxou totalmente e disse:
- Você vai ser meu escravo sexual agora!
Ele começou a beijar meu pescoço e começou a me masturbar, e eu sentindo aquela vara dura atrás de mim.
- Eu vou te comer.
- Eu tenho medo.
- Você vai gostar, vou fazer você se sentir nas nuvens.
Então aos poucos ele foi enfiando aquilo em mim. Primeiro senti a cabeça e dei um gemido de dor.
- Calma que isso vai passar e você vai gostar.
E ele tirava e botava mais um pouco. Devagarzinho pra não me machucar muito. Até ter uma hora que eu comecei realmente a sentir prazer. Então ele me colocou contra a parede e colocou com mais vontade. A cada gemido alto que eu dava ele tampava minha boca.
- Não grite, não quero que ninguém nos escute. – Disse Vinícius sussurando meu ouvido.
Aquela sensação era maravilhosa. Teve um momento que eu comecei a me masturbar. Então ele tirou minha mão do meu pênis e disse que eu ia gozar só levando. Ele começou a aumentar a velocidade e o meu prazer foi aumentando mais ainda. Até ter uma hora que não aguentei de tesão e comecei a me masturbar de novo.
- Eu não mandei você não fazer isso?!
Então Vini pegou minhas duas mãos e segurou bem firme contra a parede, fazendo eu me sentir totalmente submisso a ele. Eu estava em êxtase já com aquela situação.
- Eu posso gozar dentro de você?
Eu nem consegui responder, eu estava sem fôlego. E ele ejaculou dentro de mim. Logo quando acabou me sentei no chão, estava morto. Nunca pensei que transar cansava tanto assim.
            Então terminamos o banho, vestimos a roupa de novo e fomos nos deitar. Porém dessa vez nós realmente fomos dormir.
- Adorei a experiência. - Disse Vini
- Eu também. Precisamos fazer isso mais vezes.
- Quando você quiser meu amor.
E ele me deu o último beijo da noite, e logo após fomos dormir.

Quinta Parte - Uma Noite Divertida


            No outro dia quando acordei estava na cama sozinho. Vinícius havia ido embora. Enfim! Me arrumei e fui pra escola. O sol estava de rachar, cheguei todo queimado no colégio.
            Dei de cara com Bryan e Rebeca logo no portão. Achei estranho eles estarem juntos depois de tudo que aconteceu. Então eles me chamaram e disseram que tinham conversado e fizeram um acordo de não haver mais mentiras um com o outro. Logo depois eles perguntaram se eu falei algo da noite anterior pra alguém, e eu disse que não. Porém eu havia falado pra Vini só que ele não tinha acreditado. E eles falaram pra eu continuar com o bico fechado.
            Sendo assim, fomos pra sala. Entro e vejo Vinícius com uma cara estranha. Sento do lado dele, e um tempo depois ele me entrega um papel pedindo desculpas por ter ido embora, disse que precisava ir mas não queria me acordar porque eu estava tão lindo dormindo. Eu só fiz rir e disse que estava tudo bem.
            Assistimos as aulas normalmente, e na hora da saída Bryan veio falar comigo.
- Chegou um parque novo lá perto de casa. Eu vou mais tarde com Beca e mais dois primos meus. Vamos Max?
- Vou falar com Vini e mais tarde eu te aviso.
- Beleza.
E todos vão para suas respectivas casas. Pela tarde eu ligo pra ele.
- Amor, vamos para o parque mais tarde?
- Quem vai tanto?
- Bryan, Rebeca, uns primos dele, e nós dois se você quiser ir. Só vou se você for.
- Claro né, eu não deixaria você ir sem mim. (risos)
- Então, vamos?
- Sim! Iremos. Estou mesmo precisando me divertir.
- Eu também.
Então combinamos a hora e esperamos anoitecer.
            De seis horas ele aparece lá em casa, nós iamos encontrar as pessoas lá, então fomos. Chegamos e ligamos pra Rebeca.
- Onde vocês estão?
- Aqui na montanha-russa, venham pra cá.
E fomos. A fila estava bem pequena, tinha quase ninguém.
- Esses são Jack e Jessy, meus primos. - Disse Bryan.
Depois das apresentações subimos no brinquedo. E para nos conhecermos melhor nos misturamos. Eu fui com Jessy, Vini com Jack e Bryan com Beca.
            Então a montanha-russa começou a funcionar e começamos a conversar. Ela começou a me umas perguntas tensas. Se eu era safado, gostava de mordidas, coisas do tipo. E isso ela me olhando com uma cara de “quero te comer”. Eu só fazia rir, porém tava com medo. Teve uma hora que ela tentou me morder, mas não conseguiu. Enfim! Acabamos a volta e saimos.
- Vamos aonde agora? - Disse Rebeca
- Vão se divertir, preciso falar com Max. - Diz Vinícius me chamando pra longe do grupo.
- Eu vi a prima do Bryan dando em cima de você. Não de corda não viu? Você tem dono.
- Tá bom amor, deixe de ciúmes. - Falei rindo.
            Logo após fomos procurar os outros, e os achamos na fila do Trem-Fantasma. Então entramos com eles, só que dessa vez eu fui ao lado de Vinícius. Na hora da saída todos comentando sobre os medos que tiveram, e eu disse que não tive medo nenhum.
- Claro né?! Ficou o tempo todo beijando ele lá dentro. - Disse Jack apontando pra Vini.
Ainda tentamos negar, mas Bryan disse que também tinha visto.
- Mas como? Tava muito escuro lá dentro. - Disse Vinícius envergonhado.
- Vampiros conseguem enxergar na escuridão.
- Então todos vocês três são? - Falei indignado
- Sim. E na verdade somos irmãos, e não primos.
Vini só fez rir. Ele não acreditava em vampiros.
- Vamos deixar essa conversa pra outra hora por favor, viemos aqui para o parque nos divertir. - Disse Rebeca já extressada.
- Verdade. Vamos aonde agora?
- Kamikaze?
- Pode ser, vamos.
E fomos. Depois fomos no minhocão, e daqui a pouco já tínhamos andado em todos os brinquedos.
- Tô cansado! Vamos embora Vini?
- Vamos Max!
E então nos despedimos das pessoas e fomos embora.
- Vamos lá pra casa amor? Eu não quero dormir sozinho. Pai viajou e só volta amanhã a tarde.
- Deixa eu pedir a mãe.
Então Vinícius ligou pra mãe dele para pedir autorização e ela deixou.

domingo, 15 de julho de 2012

Quarta Parte - O que Bryan e Rebeca realmente são?


            Vini liga pra mim. Um dos homens manda eu atender e dizer que não podia falar no momento independente de quem fosse. Quando desliguei pegaram meu celular e disse que se eu colaborasse não iriam me machucar. Pois bem. A Van parou em frente a um depósito abandonado, descemos e entramos. Eu já não estava com tanto medo naquele momento não sei porque. Era um lugar grande, pouco iluminado, e qualquer barulho causava um eco enorme.
            Me sentaram em uma cadeira que tinha lá e amarraram meus pés e minhas mãos.
- Você conhece Bryan? Disse um dos mascarados.
- Conheço sim, porque?
- Só nós que fazemos as perguntas aqui. Disse ele gritando.
Nessa hora eu me encolhi todo.
- O que ele é? Perguntou o outro homem.
- Como assim?
- Que tipo de ser ele é?
- Oras, um menino normal.
- Pare de mentir!
Nesse momento um dos caras deu na minha cara.
- Eu não estou mentindo! Ele é uma pessoa comum.
Nisso escutamos um barulho nos fundos do depósito.
-Quem está aí? Disse o homem que me machucou com cara de medo.
            De repente o outro cara some da minha frente, como se um vulto tivesse o levado lá para os fundos, que foi onde ouvimos ele gritar por Socorro. O homem que me bateu ficou com muito medo, dava para ver nos olhos dele, e ele estava se tremendo todo.
            Eu só conseguia ver uma coisa super rápida correndo pra lá e pra cá, deixando o cara doido. De repente eu vejo uma pessoa parada na frente dele e disse apenas:
- Você mexeu com a pessoa errada!
Não deu tempo nem do homem pegar a arma que estava no bolso. A pessoa se jogou em cima dele e o mordeu no pescoço. Antes que eu pudesse perceber o cara já estava morto, e eu super chocado com tudo que estava vendo.
            Quando aquela pessoa vai se aproximando de mim eu percebo que já a conheço.
- Bryan?
- Sim! Sou eu. Você queria tanto saber o que houve aquela noite na sua casa, agora você já pode tirar suas próprias conclusões.
- Que noite? Do que você está falando? E na verdade o que você é?
            De repente escutamos uma voz de uma garota vindo de uma parte muito escura daquele lugar.
- Vampiro! Ele é um vampiro Max.
Fala a garota se aproximando de nós.
- REBECA?
Gritou Bryan.
- Olha só para você, todo melado de sangue. Parece uma criança que não sabe comer cachorro-quente sem se lambuzar.
- O que você está fazendo aqui Rebeca? Perguntei.
- Isso tudo foi uma armadilha que eu planejei. Eu já disconfiava sobre isso de você Bryan, só precisava de alguma prova. Então decidi mandar seqüestrar o seu amiguinho para você vir salvá-lo, e deu certo.
- Co... Como você sabia sobre isso?
Diz Bryan gaguejando.
- Fala sério, você já tentou me hipnotizar.
- E por que não deu certo com você?
- Porque eu sou uma Bruxa. Sou imune a hipnoses e a outras coisas.
- Mas o que diabos está acontecendo aqui? Eu gritei.
- Essas marcas no seu pescoço, foi Bryan que te mordeu.
- Que marcas?
- Essas!
Disse Rebeca tirando um espelho do bolso.
- Quando ele me mordeu? Eu não me lembro disso.
- É claro que você não lembra, ele apagou sua memória hoje de manhã na escola Max. Por isso você teve aquele apagão sobre o que aconteceu no intervalo. Eu vi tudo Bryan.
Ele não soube o que dizer, ficou calado o tempo todo.
- Não se preocupe Max, eu vou devolver a sua memória.
Após Bryan ter feito isso eu me lembrei de exatamente tudo. Mas não pirei.
- Você me mordeu sexta lá em casa Bryan! Me lembrei agora.
- É, eu sei Max.
Disse Rebeca.
- Mas amor, como você sabe de tudo isso?
Falou Bryan abismado
- Eu estava no telhado da casa de Max quando você estava lá.
- Então você viu tudo?
- Sim! E por favor, sem mais segredos entre a gente. Eu perdôo o que você fez.
- Tá certo amor. Desculpa!
- Agora Bryan eu não entendi uma coisa. Quem foi que você ouviu lhe chamar naquela noite? Perguntei
- Meu Pai! Temos meio que uma telepatia um com o outro. Por isso só eu ouvi.
- E o que ele queria com você?
- Queria que eu lavasse a louça.
Nós três demos risada nessa hora. Então pedi que depois de toda essa confusão eles fossem me deixar em casa. E assim fizeram.
            Cheguei em casa e liguei pra Vinícius.
- Amor, pode vir aqui em casa agora?
- Claro! Quero mesmo conversar com você.
Depois de uns 20 minutos ele chega.
- Vini, antes de você se extressar comigo deixa eu te explicar como foi meu dia hoje.
E expliquei tudo para ele. O necessário na verdade.
- Eu estou morto de cansado amor. Pode dormir comigo?
- Posso sim.
E assim nos deitamos, de conchinha, e adormecemos agarradinhos.

Terceira Parte - Há alguma coisa errada


       Amanheceu o dia, estava uma manhã de sábado maravilhosa. Perfeita para ir a uma praia com os amigos, porém estava meio cansado por causa da noite anterior.
            Nos levantamos, Vini foi tomar banho e eu fui preparar o café da manhã. Logo após comermos ele foi embora pra casa dele. Eu ia passar o final de semana sozinho em casa, como sempre. Então teria que me conformar em ficar dois dias só jogando vídeo-game e na internet, pelo menos tinha isso pra fazer. Lá pelas duas horas da tarde o telefone de casa toca, era Bryan. Ele disse que ligou só pra pedir desculpas pela mordida e por ter ido embora. Porém eu disse que só desculpava se ele me explicasse o motivo.
- Eu não posso!
- Claro que pode, o que te impede?
- É complicado.
- Então venha aqui em casa agora e tente me explicar.
- Não dá, tenho que desligar.
E sem mais nem menos ele desligou o telefone na minha cara. Fiquei pensando que ele devia ter uma boa razão para não poder me dizer, mas ainda tava curioso para saber dos mistérios de ontem a noite.
            Passei o final de semana todo sem manter contato com Bryan depois da ligação. Fiquei apenas trocando torpedos com meu amor durante esses dois dias.
            Segunda-Feira chega e eu vou pra escola. Chego na sala e dou de cara com Bryan beijando Rebeca, a namorada dela. Finjo que não vi a cena e fui me sentar. Vini ia faltar aula hoje porque ele me disse que não estava se sentindo muito bem.
            Assisto normalmente as aulas e de vez em quando prestava atenção em Bryan conversando com Rebeca, rindo, como se nada tivesse acontecido. Toca pro intervalo e Rebeca vai comprar o lanche dela. Dou um jeito de ficar só eu e ele na sala, quando todos saem eu fecho a porta.
- Agora desembucha! Falei me aproximando dele.
- Desembuchar o quê?
- Não se faça de sonso, você sabe muito bem do que eu to falando.
Nisso ele se levantou da cadeira e com muita força me empurrou contra a parede, e disse que não ia falar nada porque eu não podia saber. Ele coloca a mão no meu pescoço como se fosse me enforcar. As mãos dele estavam muito geladas, eu pensava que eu ia morrer ali mesmo. Com um olhar penetrante ele diz:
- Você vai esquecer tudo que aconteceu ontem à noite. Não deu certo ir para sua casa sexta e você passou a noite toda sozinho com Vinícius. E não vai lembrar dessa nossa conversa também.
- Ok!
Só lembro-me de ter dito isso. Logo após Rebeca chega na sala.
- O que vocês estavam fazendo?
- Nada, estávamos apenas conversando.
- Tem certeza?
- Claro Rebeca! Porque não teria?
- Sei lá, você está meio tenso amor.
- Eu mesmo não! Preciso ir ao banheiro.
Isso foi só uma distração dele para ir à diretoria e pedir para ir embora para casa.
            Terminou o intervalo, todos retornaram para sala e Rebeca sentou perto de mim.
- Max, sobre o quê vocês estavam falando?
- Érr... Érr... Não me lembro.
- Como assim não se lembra?
- É sério! Nem lembro o que fiz durante o intervalo todo. É como se tivesse havido um apagão na minha memória. Que estranho.
- Muito estranho!
Acabou o assunto aí.
            Depois de mais duas aulas finalmente o sinal toca para irmos pra casa. Rebeca pede para esperá-la na rua do lado da escola porque ela queria me mostrar algo, porém precisava ir ao banheiro antes. Pois bem, fui para onde ela pediu e aguardei. E só pra constar, essa rua é deserta.
            Quando menos espero vem uma Van em minha direção, ela para na minha frente e o motorista manda eu entrar. Eu já estava me levantando para correr quando sai dois caras armados e mascarados dela e disse que se eu gritasse eles atiravam.
- Entre na Van agora! Disse um dos homens.
Sendo assim eu entrei. Morrendo de medo mas entrei.