domingo, 15 de julho de 2012

Terceira Parte - Há alguma coisa errada


       Amanheceu o dia, estava uma manhã de sábado maravilhosa. Perfeita para ir a uma praia com os amigos, porém estava meio cansado por causa da noite anterior.
            Nos levantamos, Vini foi tomar banho e eu fui preparar o café da manhã. Logo após comermos ele foi embora pra casa dele. Eu ia passar o final de semana sozinho em casa, como sempre. Então teria que me conformar em ficar dois dias só jogando vídeo-game e na internet, pelo menos tinha isso pra fazer. Lá pelas duas horas da tarde o telefone de casa toca, era Bryan. Ele disse que ligou só pra pedir desculpas pela mordida e por ter ido embora. Porém eu disse que só desculpava se ele me explicasse o motivo.
- Eu não posso!
- Claro que pode, o que te impede?
- É complicado.
- Então venha aqui em casa agora e tente me explicar.
- Não dá, tenho que desligar.
E sem mais nem menos ele desligou o telefone na minha cara. Fiquei pensando que ele devia ter uma boa razão para não poder me dizer, mas ainda tava curioso para saber dos mistérios de ontem a noite.
            Passei o final de semana todo sem manter contato com Bryan depois da ligação. Fiquei apenas trocando torpedos com meu amor durante esses dois dias.
            Segunda-Feira chega e eu vou pra escola. Chego na sala e dou de cara com Bryan beijando Rebeca, a namorada dela. Finjo que não vi a cena e fui me sentar. Vini ia faltar aula hoje porque ele me disse que não estava se sentindo muito bem.
            Assisto normalmente as aulas e de vez em quando prestava atenção em Bryan conversando com Rebeca, rindo, como se nada tivesse acontecido. Toca pro intervalo e Rebeca vai comprar o lanche dela. Dou um jeito de ficar só eu e ele na sala, quando todos saem eu fecho a porta.
- Agora desembucha! Falei me aproximando dele.
- Desembuchar o quê?
- Não se faça de sonso, você sabe muito bem do que eu to falando.
Nisso ele se levantou da cadeira e com muita força me empurrou contra a parede, e disse que não ia falar nada porque eu não podia saber. Ele coloca a mão no meu pescoço como se fosse me enforcar. As mãos dele estavam muito geladas, eu pensava que eu ia morrer ali mesmo. Com um olhar penetrante ele diz:
- Você vai esquecer tudo que aconteceu ontem à noite. Não deu certo ir para sua casa sexta e você passou a noite toda sozinho com Vinícius. E não vai lembrar dessa nossa conversa também.
- Ok!
Só lembro-me de ter dito isso. Logo após Rebeca chega na sala.
- O que vocês estavam fazendo?
- Nada, estávamos apenas conversando.
- Tem certeza?
- Claro Rebeca! Porque não teria?
- Sei lá, você está meio tenso amor.
- Eu mesmo não! Preciso ir ao banheiro.
Isso foi só uma distração dele para ir à diretoria e pedir para ir embora para casa.
            Terminou o intervalo, todos retornaram para sala e Rebeca sentou perto de mim.
- Max, sobre o quê vocês estavam falando?
- Érr... Érr... Não me lembro.
- Como assim não se lembra?
- É sério! Nem lembro o que fiz durante o intervalo todo. É como se tivesse havido um apagão na minha memória. Que estranho.
- Muito estranho!
Acabou o assunto aí.
            Depois de mais duas aulas finalmente o sinal toca para irmos pra casa. Rebeca pede para esperá-la na rua do lado da escola porque ela queria me mostrar algo, porém precisava ir ao banheiro antes. Pois bem, fui para onde ela pediu e aguardei. E só pra constar, essa rua é deserta.
            Quando menos espero vem uma Van em minha direção, ela para na minha frente e o motorista manda eu entrar. Eu já estava me levantando para correr quando sai dois caras armados e mascarados dela e disse que se eu gritasse eles atiravam.
- Entre na Van agora! Disse um dos homens.
Sendo assim eu entrei. Morrendo de medo mas entrei.

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