Amanheceu o dia, estava uma manhã de sábado maravilhosa.
Perfeita para ir a uma praia com os amigos, porém estava meio cansado por causa
da noite anterior.
Nos levantamos, Vini foi tomar
banho e eu fui preparar o café da manhã. Logo após comermos ele foi embora pra
casa dele. Eu ia passar o final de semana sozinho em casa, como sempre. Então
teria que me conformar em ficar dois dias só jogando vídeo-game e na internet,
pelo menos tinha isso pra fazer. Lá pelas duas horas da tarde o telefone de
casa toca, era Bryan. Ele disse que ligou só pra pedir desculpas pela mordida e
por ter ido embora. Porém eu disse que só desculpava se ele me explicasse o
motivo.
- Eu não
posso!
- Claro que pode,
o que te impede?
- É
complicado.
- Então
venha aqui em casa agora e tente me explicar.
- Não dá,
tenho que desligar.
E sem mais
nem menos ele desligou o telefone na minha cara. Fiquei pensando que ele devia
ter uma boa razão para não poder me dizer, mas ainda tava curioso para saber
dos mistérios de ontem a noite.
Passei o final de semana todo sem
manter contato com Bryan depois da ligação. Fiquei apenas trocando torpedos com
meu amor durante esses dois dias.
Segunda-Feira chega e eu vou pra
escola. Chego na sala e dou de cara com Bryan beijando Rebeca, a namorada dela.
Finjo que não vi a cena e fui me sentar. Vini ia faltar aula hoje porque ele me
disse que não estava se sentindo muito bem.
Assisto normalmente as aulas e de
vez em quando prestava atenção em Bryan conversando com Rebeca, rindo, como se
nada tivesse acontecido. Toca pro intervalo e Rebeca vai comprar o lanche dela.
Dou um jeito de ficar só eu e ele na sala, quando todos saem eu fecho a porta.
- Agora desembucha!
Falei me aproximando dele.
-
Desembuchar o quê?
- Não se
faça de sonso, você sabe muito bem do que eu to falando.
Nisso ele se
levantou da cadeira e com muita força me empurrou contra a parede, e disse que
não ia falar nada porque eu não podia saber. Ele coloca a mão no meu pescoço
como se fosse me enforcar. As mãos dele estavam muito geladas, eu pensava que
eu ia morrer ali mesmo. Com um olhar penetrante ele diz:
- Você vai
esquecer tudo que aconteceu ontem à noite. Não deu certo ir para sua casa sexta
e você passou a noite toda sozinho com Vinícius. E não vai lembrar dessa nossa
conversa também.
- Ok!
Só lembro-me
de ter dito isso. Logo após Rebeca chega na sala.
- O que
vocês estavam fazendo?
- Nada,
estávamos apenas conversando.
- Tem
certeza?
- Claro
Rebeca! Porque não teria?
- Sei lá,
você está meio tenso amor.
- Eu mesmo
não! Preciso ir ao banheiro.
Isso foi só
uma distração dele para ir à diretoria e pedir para ir embora para casa.
Terminou o intervalo, todos
retornaram para sala e Rebeca sentou perto de mim.
- Max, sobre o quê vocês estavam falando?
- Érr...
Érr... Não me lembro.
- Como assim
não se lembra?
- É sério!
Nem lembro o que fiz durante o intervalo todo. É como se tivesse havido um
apagão na minha memória. Que estranho.
- Muito
estranho!
Acabou o
assunto aí.
Depois de mais duas aulas
finalmente o sinal toca para irmos pra casa. Rebeca pede para esperá-la na rua
do lado da escola porque ela queria me mostrar algo, porém precisava ir ao
banheiro antes. Pois bem, fui para onde ela pediu e aguardei. E só pra constar,
essa rua é deserta.
Quando menos espero vem uma Van em
minha direção, ela para na minha frente e o motorista manda eu entrar. Eu já
estava me levantando para correr quando sai dois caras armados e mascarados dela e disse que se eu gritasse eles atiravam.
- Entre na
Van agora! Disse um dos homens.
Sendo assim
eu entrei. Morrendo de medo mas entrei.
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