Vini liga
pra mim. Um dos homens manda eu atender e dizer que não podia falar no momento
independente de quem fosse. Quando desliguei pegaram meu celular e disse que se
eu colaborasse não iriam me machucar. Pois bem. A Van parou em frente a um
depósito abandonado, descemos e entramos. Eu já não estava com tanto medo
naquele momento não sei porque. Era um lugar grande, pouco iluminado, e
qualquer barulho causava um eco enorme.
Me sentaram
em uma cadeira que tinha lá e amarraram meus pés e minhas mãos.
- Você conhece Bryan? Disse um dos mascarados.
- Conheço sim, porque?
- Só nós que fazemos as perguntas aqui. Disse ele gritando.
Nessa hora eu me encolhi todo.
- O que ele é? Perguntou o outro homem.
- Como assim?
- Que tipo de ser ele é?
- Oras, um menino normal.
- Pare de mentir!
Nesse momento um dos caras deu na minha cara.
- Eu não estou mentindo! Ele é uma pessoa comum.
Nisso escutamos um barulho nos fundos do depósito.
-Quem está aí? Disse o homem que me machucou com cara de
medo.
De repente
o outro cara some da minha frente, como se um vulto tivesse o levado lá para os
fundos, que foi onde ouvimos ele gritar por Socorro. O homem que me bateu ficou
com muito medo, dava para ver nos olhos dele, e ele estava se tremendo todo.
Eu só
conseguia ver uma coisa super rápida correndo pra lá e pra cá, deixando o cara
doido. De repente eu vejo uma pessoa parada na frente dele e disse apenas:
- Você mexeu com a pessoa errada!
Não deu tempo nem do homem pegar a arma que estava no bolso.
A pessoa se jogou em cima dele e o mordeu no pescoço. Antes que eu pudesse
perceber o cara já estava morto, e eu super chocado com tudo que estava vendo.
Quando
aquela pessoa vai se aproximando de mim eu percebo que já a conheço.
- Bryan?
- Sim! Sou eu. Você queria tanto saber o que houve aquela
noite na sua casa, agora você já pode tirar suas próprias conclusões.
- Que noite? Do que você está falando? E na verdade o que
você é?
De repente
escutamos uma voz de uma garota vindo de uma parte muito escura daquele lugar.
- Vampiro! Ele é um vampiro Max.
Fala a garota se aproximando de nós.
- REBECA?
Gritou Bryan.
- Olha só para você, todo melado de sangue. Parece uma
criança que não sabe comer cachorro-quente sem se lambuzar.
- O que você está fazendo aqui Rebeca? Perguntei.
- Isso tudo foi uma armadilha que eu planejei. Eu já
disconfiava sobre isso de você Bryan, só precisava de alguma prova. Então decidi mandar
seqüestrar o seu amiguinho para você vir salvá-lo, e deu certo.
- Co... Como você sabia sobre isso?
Diz Bryan gaguejando.
- Fala sério, você já tentou me hipnotizar.
- E por que não deu certo com você?
- Porque eu sou uma Bruxa. Sou imune a hipnoses e a outras
coisas.
- Mas o que diabos está acontecendo aqui? Eu gritei.
- Essas marcas no seu pescoço, foi Bryan que te mordeu.
- Que marcas?
- Essas!
Disse Rebeca tirando um espelho do bolso.
- Quando ele me mordeu? Eu não me lembro disso.
- É claro que você não lembra, ele apagou sua memória hoje de
manhã na escola Max. Por isso você teve aquele apagão sobre o que aconteceu
no intervalo. Eu vi tudo Bryan.
Ele não soube o que dizer, ficou calado o tempo todo.
- Não se preocupe Max, eu vou devolver a sua memória.
Após Bryan ter feito isso eu me lembrei de exatamente tudo.
Mas não pirei.
- Você me mordeu sexta lá em casa Bryan! Me lembrei agora.
- É, eu sei Max.
Disse Rebeca.
- Mas amor, como você sabe de tudo isso?
Falou Bryan abismado
- Eu estava no telhado da casa de Max quando você estava lá.
- Então você viu tudo?
- Sim! E por favor, sem mais segredos entre a gente. Eu
perdôo o que você fez.
- Tá certo amor. Desculpa!
- Agora Bryan eu não entendi uma coisa. Quem foi que você
ouviu lhe chamar naquela noite? Perguntei
- Meu Pai! Temos meio que uma telepatia um com o outro. Por
isso só eu ouvi.
- E o que ele queria com você?
- Queria que eu lavasse a louça.
Nós três demos risada nessa hora. Então pedi que depois de
toda essa confusão eles fossem me deixar em casa. E assim fizeram.
Cheguei em
casa e liguei pra Vinícius.
- Amor, pode vir aqui em casa agora?
- Claro! Quero mesmo conversar com você.
Depois de uns 20 minutos ele chega.
- Vini, antes de você se extressar comigo deixa eu te
explicar como foi meu dia hoje.
E expliquei tudo para ele. O necessário na verdade.
- Eu estou morto de cansado amor. Pode dormir comigo?
- Posso sim.
E assim nos deitamos, de conchinha, e adormecemos
agarradinhos.
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